Quarta-feira, 15 de Julho de 2009

Processo remonta ao início da legislatura

 

A conclusão pela inviabilidade da construção da Barragem da Nave foi conhecida apenas após uma interpelação dos deputados eleitos por Viseu do grupo parlamentar do PSD ao ministro da Agricultura. A Câmara de Moimenta considera que «a interpelação do grupo parlamentar e a resposta compulsiva do Ministério da Agricultura advém de um incompreensível silêncio a que este organismo votou o município de Moimenta da Beira, durante mais de dois anos, demonstrando pouco respeito com o poder local, democraticamente eleito». Na reunião de Câmara em que o assunto foi abordado, o executivo deliberou exigir a reapreciação do processo, que remonta ao início desta legislatura. No início, a intenção da autarquia era construir três pequenas barragens, na Quinta da Lapa, nos Moinhos de Leomil e na Nave/Sever, proposta que foi liminarmente recusada pelo director regional da Agricultura, que apontou para uma única origem de água, com dimensão suficiente para a zona de irrigação pretendida. A Câmara aceitou o desafio e avançou com a proposta da construção da Barragem da Nave, assumindo o compromisso de avançar com o estudo-base, que seria complementado com o projecto de execução a elaborar pela Direcção Regional da Agricultura, cujo investimento seria candidato ao PRODER (Programa de Desenvolvimento Rural), no âmbito do actual QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional). A Câmara investiu «alguns milhares de euros» no estudo-base e adequada cartografia, que entregou a 5 de Fevereiro de 2007. Desde então, «não houve qualquer parecer técnico ou resposta política a este processo», garante a autarquia. Entretanto, numa visita do município à Assembleia da República, o ministro da Agricultura, «anunciou publicamente a clara intenção de garantir este investimento para o município e para a região». Este compromisso viria a ser reiterado, mais tarde, numa visita que o mesmo governante fez a Moimenta da Beira, acompanhado pelo director regional. «Obtivemos até o beneplácito do Primeiro-Ministro, quando este se deslocou a Viseu, promovendo um Conselho de Ministros com os autarcas da região», lembra a autarquia. Perante estes factos, «não aceitamos esta resposta que agora é dada, contrariando todas as expectativas criadas aos agricultores deste município, pelo que a Câmara manifesta o mais veemente protesto contra esta informação, que, a concretizar-se, em nada dignificaria o Governo e todos os intervenientes políticos». Nesta altura, já a Câmara fez chegar este protesto à Direcção Regional da Agricultura do Norte e ao próprio Ministério da Agricultura.

 

Maria João Siva ( Jornal Beirão)

publicado por naveserra às 17:57

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90 quilómetros de condutas e uma albufeira de dois milhões de metros cúbicos de água

 

A construção da barragem hidroagrícola no alto da Serra da Nave poderia duplicar a produção de maçã no concelho de Moimenta da Beira. O estudo prévio da construção desta infra-estrutura, mandado fazer pela Câmara Municipal, foi enviado ao Ministério da Agricultura no dia 5 de Fevereiro de 2007. Segundo o mesmo, a edificação da barragem teria um custo estimado de 1,5 milhões de euros, e o sistema de irrigação, que previa 90 quilómetros de condutas, cerca de 7,5 milhões. Segundo os cálculos da autarquia, a manutenção de uma rede de rega ao longo de todo o ano poderia fazer aumentar a produção de maçã das actuais 20 toneladas por hectare para as 40 ou mais toneladas. O estudo revelava que a existência de várias nascentes de água e da bacia do rio Varosa, no cimo da Serra da Nave, criaria, entre os dois diques que seriam criados, uma albufeira de dois milhões de metros cúbicos de água, em 52,3 hectares de área submersa. «O sistema de irrigação das explorações agrícolas, especialmente frutícolas, terá 90 quilómetros de condutas, e a albufeira permitirá o armazenamento da água necessária à rega de 1050 hectares», referiu a autarquia, na altura da conclusão do estudo prévio, ao Jornal de Notícias. José Agostinho Correia disse que «a disponibilização de água para rega constitui, para os fruticultores e agricultores em geral, e para os técnicos locais, o principal objectivo à obtenção de rendimentos de origem agrícola que contribua para a melhoria da qualidade de vida das populações e para a sua fixação na zona». Já na altura o autarca enfatizava outra mais-valia da barragem hidroagrícola, que se prende com a possibilidade de vir a produzir energia eléctrica. «A diferença de cotas, que chega a atingir desníveis de mais de 200 metros, num curto percurso pela encosta da serra, poderá e deverá ser aproveitada para a produção de energia eléctrica, através da introdução de turbinas dentro das condutas», disse o edil ao JN. A Barragem da Nave, um equipamento reivindicado há mais de uma década, seria construída no cume da serra, a mais de mil metros de altitude, numa zona plana e agreste.

 

Maria João Silva (Jornal Beirão)

publicado por naveserra às 17:54

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Governo deixa cair Barragem da Nave

 

Apesar de ter sido definido como prioritário e decisivo para a produção agrícola da região, de ter sido assumido como estratégico por vários governantes e de ser reivindicado há mais de uma década, o projecto da Barragem da Nave foi inviabilizado pelo Governo. Depois de mais de dois anos sem qualquer resposta ao estudo prévio enviado pela Câmara Municipal de Moimenta da Beira aos serviços do Ministério da Agricultura, a Direcção Regional de Agricultura e Pescas (DRAP) do Norte, após interpelação dos deputados do PSD na Assembleia da República, vem agora afirmar que «o mencionado estudo foi objecto de adequada apreciação», contudo, «da análise no terreno dos capítulos referentes às infra-estruturas do ponto de vista técnico-financeiro, conclui a DRAP pela inviabilidade do projecto, considerada a dispersão dos blocos e o consequente desenvolvimento da rede de rega». Sendo assim, «não se encontra em preparação qualquer candidatura ao PRODER relativa a este investimento, nem qualquer calendarização para a sua realização». Ora, esta decisão apanhou de surpresa o executivo da Câmara de Moimenta, que logo manifestou o seu desagrado quanto à decisão do Ministério, exigindo «a reapreciação do processo, repondo a justiça e legitimidade da pretensão, de modo a que rapidamente o Ministério da Agricultura elabore adequado projecto e aproveite correctamente os fundos que a comunidade europeia lhe disponibiliza, essencialmente para o desenvolvimento deste vasto espaço rural». José Agostinho Correia, presidente da Câmara, frisa que «não nos podemos resignar a uma resposta tão aligeirada e tão simplista», sobretudo quando «há compromissos políticos, de política agrícola, assumidos pelos titulares da pasta da Agricultura e achamos muito pouco correcto que agora sejam completamente alterados». O autarca reforça que «o Ministério tem que reapreciar todo o projecto, se tiver que ser melhorado e corrigido sê-lo-á», mas «não se pode perder mais tempo, porque esta é uma oportunidade única para conseguirmos realizar este projecto, aproveitando o actual Programa Operacional Regional para obter financiamento externo, sem o qual é impossível realizar esta obra». José Agostinho Correia defende este projecto a todo o custo, «nem que a câmara tenha também que assumir a sua quota-responsabilidade directa neste projecto», sobretudo porque se trata de um «um projecto com efeito muito importante e diversificado, quer na área da produção agrícola, da produção energética, ambiental e turística». A construção da Barragem da Nave «poderia ajudar a melhorar a atractividade da zona serrana e contribuir para a melhoria dos rendimentos de toda a população». «Acho que a Câmara deve assumir uma intervenção directa e se outros projectos tiverem que ser sacrificados por este, vale a pena, dado o efeito polarizador que isto tem na economia e no tecido social».

O edil discorda dos argumentos utilizados pelo Ministério, afirmando que «quando se diz que é inviável, é preciso fazer contas e, na minha opinião pessoal, eu não acredito que as tenham feito». «Nós sabíamos que as três condutas para as três zonas mais férteis, onde se concentra a fruticultura, custavam algum dinheiro», refere, no entanto, «é preciso introduzir factores de redução de custos e a componente energética era uma solução, mas pelos vistos ninguém ligou, nem tentou avaliar tecnicamente com profundidade o projecto, introduzindo e alterando o que fosse necessário, por forma a que se concretizasse a construção da barragem».

O mais lamentável, frisa, «é que governantes assumam publicamente uma posição de empenhamento e de decisão sobre esta matéria e depois se esqueçam completamente daquilo que dizem». Porque «se esta decisão nos desagrada a nós, muito mais desagrada aos agricultores e fruticultores que aguardavam ansiosamente o início da construção da Barragem, depois das promessas feitas pelos responsáveis políticos».

 

 

 

Maria João Silva (Jornal Beirão)

publicado por naveserra às 17:52

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O Circuito Pré-Histórico da Nave

 

A Nave é uma zona de planalto que ocupa essencialmente os concelhos de Moimenta da Beira, Vila Nova de Paiva e Castro Daire. Encontra-se delimitada pelas serras de Montemuro e da Lapa, bem como pelos vales dos rios Paiva, Vouga e Távora. Apresenta cotas que vão desde os 600 aos 1000 m, atingindo o seu ponto mais alto a Sudoeste da povoação do Porto da Nave (1016 m), zonas de nascente de vários cursos de água, entre os quais o Paiva e o Varosa.

Na tentativa de recuperar alguns sítios arqueológicos existentes nesta paisagem serrana e, ao mesmo tempo, promover o desenvolvimento turístico-cultural do concelho, a autarquia de Moimenta da Beira decidiu criar o Circuito Pré-Histórico da Nave.

O circuito foi elaborado pela Empresa Arqueohoje – Conservação e Restauro do Património Monumental, Ldª (Viseu), em 1999, através de uma estrada de terra batida com cerca de 15 kms de comprimento, em torno das freguesias de Peravelha, Ariz e Alvite.

 

Estátua-Menir de Peravelha

 

Os monumentos pré-históricos que o integram são os seguintes: Orca da Fonte do Rato, Orca do Bebedouro I, Bebedouro II, Chã das Lameiras, Orca Grande, Orca de Seixas, Orca das Carquejas, Estátua-Menir de Peravelha (ver imagem) e o Povoado do Castelo (esta é a ordem dos monumentos para quem inicia o percurso a partir da Quinta dos Caetanos, freguesia de Alvite).

Uns foram devidamente intervencionados e recuperados (como foi o caso da Orca de Seixas) e outros simplesmente limpos, vedados e sinalizados.

Este circuito encontra-se devidamente auxiliado por uma brochura promocional, placas sinalizadoras, painéis explicativos (junto aos monumentos), onde o visitante poderá observar e compreender uma necrópole megalítica, uma estátua-menir e um povoado amuralhado. Além disso, acaba por ser um passeio único e agradável, onde também poderá admirar os ricos e diversificados recursos paisagísticos/ecológicos locais.

Contudo, para justificar este projecto turístico-cultural, recomenda-se a limpeza/manutenção periódica dos locais recuperados/valorizados, mormente no retardamento da vegetação e substituição do equipamento (sinalética) entretanto vandalizado.

 

José Carlos ( Arqueólogo)

 

publicado por naveserra às 17:44

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A “ Pedra Milagrosa ”

 

 

No seio daquela montanha,

A da Nave,

Avistei  aquela “pedra”,

Com tamanha grandeza,

A “pedra milagrosa”,

Segundo reza a história,

Mas fiquei impressionada,

Com tamanha beleza,

De milagrosa não tem nada,

Mas sim um milagre da Natureza.

 

 

Ana Lázaro

publicado por naveserra às 12:45

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A Serra da Nave é uma serra feminina…

 

 

… tem formas arredondadas. Tão redondas que nos deixam pasmados a pensar - como tudo isto foi possível! Mesmo sabendo dar uma explicação para tão gigantesco fenómeno, não deixo de me deslumbrar sempre que estou perante uma paisagem de caos de blocos.

 

 

 

A Serra da Nave não é feminina só pelas suas formas, mas também pela sua “fecundidade,” é uma Serra muito rica em fauna e flora.

 

Quem visita a Serra da Nave não pode deixar de pensar na seguinte frase: “Não é o Céu um pai e a Terra uma mãe, e todos os seres vivos seus filhos, tenham eles pés, asas ou raízes?

(Hehaka Sapa: Alce Negro) 

 

 Vamos preservar estas formas arredondadas e esta “fecundidade” da Serra da Nave, Educando (os nossos filhos, alunos e Populações) para a Sustentabilidade.

 

 

Célia Cruz

 

 

 

publicado por naveserra às 12:34

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Terça-feira, 14 de Julho de 2009

A pedras da Serra não nos pertencem! Pedimo-las emprestadas aos nossos filhos!

As pedras da nossa serra que vão alimentar a vaidade dos espanhóis!!

 

Quem as vende?!

Quem as compra?!

Quem pagas os impostos desta transacção?!

Onde e como vão ser utilizadas?!

Quem lhes deu direitos para delapidarem a nossa serra e o seu património geológico, natural e cultural?!!

Quem são os responsáveis?!

 

Responda quem souber!!

 

 

 

publicado por naveserra às 15:11

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Penedo da Fonte Santa - Peravelha

Deste penedo, durante um curto período de tempo, por volta do mês de Maio brotam ( o penedo chora !!!) pequenas quantidades de água que os habitantes recolhem com colheres  nas pocinhas da foto, que utilizam para tratar doenças dos olhos, daí o nome de pequeno da fonte Santa.

A explicação cíentifica tem a ver com a água retida no interior da rocha que  com os primeiros dias de calor (em Maio) sofre evaporação e pela acção da gravidade cai no ponto mais baixo

do rochedo.

 

 

 

 

 

 

publicado por naveserra às 14:53

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Quarta-feira, 8 de Julho de 2009

Escrevo à Nave

 

Deste lado do quotidiano procuro, ainda, uma boa lembrança dessa serra que me acolheu lá para os lados de Moimenta da Beira. E eu nada lhe era, mas ela amamentou-me como se me tivesse parido. A Nave foi, para mim, uma mãe-de-leite. Daquelas que partilham o leite de seus filhos e o dividem com outros mais necessitados, seja qual for a circunstância.

E a minha circunstância foi sempre a mesma. Longe de casa, com uma enorme vontade de experimentar “abraços de Terra(s)”. Abraços de gente. E lá foi assim. Um abraço enorme feito de urze, antas, penedos e fontes. De tamancos de pau. De meias de lã. De portas abertas, lareiras acesas e mesas postas. De uma manta de lã. Tão pequena mas quente. Com ela cheguei a matar fome à alma. Sim, porque a alma alimenta-se de corações, sorrisos e mãos (dadas).

Da Nave fiz a minha casa, amizade coberta de colmo. Admiração pelas gentes. História de encantar. Ainda me vejo a deambular naquela imensidão de passado, de raízes fundas. Ainda me vejo pequena entre as fragas, as carquejas e as maias. Nunca tive frio, apesar do gelo me cortar a cara. Nunca estive só, apesar de – ali – estar mais perto de mim. Muitas vezes, estive perto de mim.

Depois, facilmente revejo rostos de gente. Gente a teimar nos dias e na vida. Ensinamentos carregados de sabedoria e paciência.

Escrevo à Nave porque lhe devo. E, dificilmente, lhe pagarei um dia. Quiçá tenha de lá voltar. Para cumprir uma promessa.

Ir à Nave porque também lhe pertenço. Quer queira quer não.

Lurdes

publicado por naveserra às 21:39

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Cores de vida

 

Do cimo desta pedra vejo estendida a interessante e graciosa Serra da Nave,  com Alvite a seus pés.  Daqui eu observei a natureza calada com o seu perfume e melodias e gritei :

“Serra da Nave , Terras do Demo!

 

 

 

 

 

 

Mas logo  o eco me trouxe a resposta :

Mas do Demo não são !

São de todo uma gente que se sacrifica longe dos benefícios do progresso em prol dos seus.

Um colorido contrastante entre o verde vivo das folhas dos pinheiros, dos campos de milho e os verdes lameiros com dóceis ruminantes, manadas de bois e vacas a pastar e o castanho dos fenos e do centeio dos terrenos agrícolas,  fazem desta Serra um  nobre lugar .

 A água que ainda corre os seus cursos livremente tecendo rendilhada líquida rede, pode estar empestada com pesticidas supostamente para livrar as pragas da terra, mas que maiores chagas abriram nos ecossistema de toda a Serra, todavia   ainda se pode verificar o saltear das  borboletas e o verde dos líquenes nas vastas esferas graníticas.

 Das terras desta Serra brota a água que forma o rio Varosa e no alto dos seus 1011m  nasce o regato chamado nave que emprestou o nome à Serra.

 

 

 

 

 

E próspera é ainda esta Serra pois até as pedras estão repletas de vida!

 

 

 

 

Laura Amado

 

 

 

publicado por naveserra às 20:14

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