Sexta-feira, 17 de Julho de 2009

O Rio Paiva é filho da Nave

 

(foto retirada da Net)

 

 Nasce na serra da Nave, perto de Carapito, passa por Vila Nova de Paiva, Castro Daire, e desagua no rio Douro.

 

 

http://www.youtube.com/watch?v=b-xFj5dx5VA&feature=related

publicado por naveserra às 17:52

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Nuvens que desceram do céu?!! Não!!!! apenas Lixo!

 

 

Sabia que um saco de plástico pode levar até 300 anos para desaparecer na natureza?!

Os que cometem crimes ambientais não podem continuar impunes. Cada um de nós tem o dever de denunciar todas as acções que são atentados à integridade do nosso planeta.

 

 

 

 

 

publicado por naveserra às 17:37

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As estátuas-menires

 

 

Imagem – Estátua-Menir de Peravelha

 

 

 

 

Além dos dólmenes, também foram erguidos menires. Trata-se de monólitos, de diversas dimensões, com aspecto rude ou afeiçoado. Estes monumentos não tumulares, destinados a serem fixados erectos no solo, podem aparecer isoladamente ou agrupados em alinhamentos ou cromeleques (recintos de formas e dimensões variáveis), ou associados a outros monumentos megalíticos (dólmenes ou antas).

Crê-se que estes monumentos, segundo alguns investigadores, revestem-se de um significado simbólico-religioso associado ao culto da fecundidade, do Homem e da Natureza, devido à configuração fálica e/ou humana que, em geral, os caracteriza. Poderão igualmente relacionar-se com cultos ancestrais, acontecimentos importantes da(s) comunidades(s) que se pretendiam perpetuar, marcos territoriais (sinais de orientação na paisagem ou marcos delimitadores de um túmulo ou santuário), lugares de observação astronómica (relacionados eventualmente com a construção de calendários) ou áreas sagradas. 

Alguns monólitos apresentam-se decorados com covinhas ou com outros motivos de carácter simbólico, sendo muito frequentes os círculos, os sóis radiados, as linhas onduladas e as figuras em forma de U.

No planalto da Nave, foram identificadas também duas estátuas-menires que podem ser inseridas cronologicamente na transição do III.º para o II.º milénio a. C. (Calcolítico/Idade do Bronze).

Uma (Estátua-Menir da Nave I ou de Peravelha) estará na sua posição original. Mede, acima do solo, 1,36 m de altura, 0,56 m (base) e 0,42 m (topo) de largura. Os lados medem 0,24/0,31 m (base) e 0,10 m (topo). As faces e os lados são insculturados. A face anterior está orientada para Este/Nordeste.

A outra (Estátua-Menir da Nave II ou de Alvite), pelas suas dimensões e informações orais, não terá sido muito deslocada do seu local de origem. Esta peça escultórica foi encontrada em 1999 (CRUZ), no sítio do Trogal, a Sul/Sudeste da povoação de Alvite, da qual dista cerca de 2 km.

            Trata-se de uma escultura antropomórfica, em granito de grão fino e médio, de configuração sub-rectangular. A face anterior e os lados são insculturados. A base encontra-se fragmentada.

O monólito mede aproximadamente 2,33 m de altura e 0,49/0,55 m de largura (faces). Os lados medem respectivamente 0,38/0,24 m (esquerdo) e 0,36/0,23 m (direito).

Considerando a magnífica qualidade desta escultura, o local mais adequado seria um Museu do Concelho ou, eventualmente, um Núcleo Museológico da Freguesia de Alvite, cujas condições permitiriam a sua conservação e protecção, bem como a sua valorização.

Estas duas peças, pelas características antropomórficas que possuem, são de extrema importância patrimonial face à raridade das mesmas no Norte e Centro do território nacional.

José carlos (arqueólogo)

 

 

 

 

 

 

 

publicado por naveserra às 14:43

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O megalitismo do planalto da Nave

 

Até ao presente momento, os mais antigos vestígios arqueológicos da presença do Homem no concelho de Moimenta da Beira remontam ao V.º milénio antes de Cristo.

Comprovando esta ocupação pré-histórica, são diversos os vestígios datáveis do Período Neolítico encontrados no planalto da Nave, apesar da maioria se perder através da decomposição normal, da devastação da Natureza e dos estragos voluntários ou acidentes causados pelo Homem.

Trata-se de túmulos, com características monumentais, conhecidos localmente por orcas, dólmenes ou antas. Este tipo de arquitectura e técnicas de construção designa-se por megalitismo.

À semelhança de outros pontos do território nacional, o planalto da Nave constitui um vasto e rico espaço de progressiva necropolização e monumentalização.

Pode-se imaginar toda esta vasta área como um local de deambulação periódica de pequenas comunidades que perpetuaram os seus antepassados através da edificação destes grandiosos túmulos. Estas sociedades construtoras eram constituídas por pastores que sobreviviam sobretudo do pastoreio, caça, pesca, recolecção e alguma agricultura. Abrigavam-se entre as rochas ou construíam pequenas estruturas de madeira. Ainda não dominavam a técnica do uso dos metais, fabricando os seus instrumentos em pedra, osso ou madeira. Do ponto de vista social, seriam representadas por um chefe onde respeitavam-se os mais velhos.

Estes túmulos são constituídos por grandes pedras aproveitadas ou afeiçoadas, colocadas na vertical. A sua disposição definia um espaço de contorno circular, subcircular ou poligonal, composto por sete ou nove esteios (monólitos) sobrepostos e coberto por uma grande laje disposta na horizontal.

Este espaço (câmara funerária), não falando dos completamente fechados, poderia ter apenas uma entrada, normalmente virada a Nascente, ou um corredor de acesso, de comprimento variável, também coberto com lajes na horizontal.

Na maior parte dos casos, tal estrutura não findava junto aos primeiros esteios do corredor, mas prolongava-se para além deste, definindo um novo espaço de acesso, a descoberto, ao interior da sepultura – corredor intratumular e/ou átrio.

A câmara e o corredor eram ainda cobertas por um montículo artificial de pedras (cairns) e/ou terra (tumulus), dando maior consistência e monumentalidade ao túmulo.

Tal elevação bem visível na paisagem, de diversas dimensões, assumia um contorno subcircular ou ovalado, assemelhando-se à forma mamilar, daí a designação popular de mamoa. Terá funcionado como rampa para a difícil tarefa de transporte e disposição das pedras de suporte e cobertura.

Foi considerável a mão-de-obra envolvida na sua construção. A escavação de valas e a extracção, o transporte e a instalação das pedras só foram possíveis com a cooperação entre comunidades.

No interior destas sepulturas eram depostos os cadáveres e diversos objectos pessoais, dos quais nos resta uma grande variedade de artefactos (machados de pedra polida, lâminas, pontas de seta, objectos de adorno, etc.).

O acto de selar para sempre estes túmulos era igualmente acompanhado por práticas rituais, através de fogueiras no local de acesso ao interior do sepulcro.

A diversidade destes monumentos leva-nos a conceder a cada um deles uma personalidade própria. Para além de sepulturas de inumação, foram também locais de culto e de união entre as populações.

 

José Carlos (arqueólogo)

 

 

publicado por naveserra às 14:33

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vida...

 

 

 

 

 

publicado por naveserra às 14:03

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Pedras e pedregulhos

 

Filho do povo criado nas alturas

com pinheirais em torno e um vento cru

rachando a solidão das fragas duras

que nos tratam por tu.

Daí

esta sede saibrosa que nos cresta

(nem sei ó meu irmão como tu medras)

Daí

esta fome surda de giesta

comendo a terra das próprias pedras

Filha dos montes que não tem nome

e pastora de um corpo a ver que o rebanho

do tempo breve come.

Um relâmpago a tua formosura.

 

 Luís Veiga Leitão In Dispersas

 

A PEDRA

 

BIOGRAFIA PÉTREA

 

Rugosa dureza que respiro

cerrado silêncio

rastro das nuvens que partiram

quartzo das montanhas da Nave

xisto azul dos montes Dúrios

 

- Pedras machos me pariram

 

Partido e repartido sob linhas férreas

no forro a côdea do sol e o salário

dos passos ingénuos, degraus de vinhas

e suor e sonho de maltas que saibraram

as entranhas do fogo e as vísceras do mar.

 

- Pedras fêmeas me criaram

 

Minha cidade de funduras compacta

granitos «dente de cavalo» entre os quais

corre uma língua de espelhos marginais

granitos que sobem no ímpeto das torres

e olham, olhos facetados, o sonoro

poente das clarabóias, íris ardendo

 

- Pedras da minha pedra onde morro e moro.

 

 Luís Veiga Leitão “IN ROSTO POR DENTRO”

 

 

publicado por naveserra às 13:52

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Nave, minha Serra!

 

 

 

 

SERRA da NAVE como és linda

Como tu não há igual

És a SERRA mais bonita

Deste nosso Portugal.

 

Tu és NAVE tu és SERRA

És uma SERRA da beira

Tens belas giestas

E urze como urgueira.

 

No seio do teu ventre

Cintilam os penedos

Que rodeados de giestas

Guardam muitos segredos.

 

O Sol ainda não nasceu

O tom amarelado se avista, brilhante

Onde já a escuridão da noite se perdeu

Na linha do horizonte, lá bem distante.

 

Do penedo em que estou sentada

Vejo estendida a enorme SERRA

Observo a natureza, calada…

Sinto o calor desta terra.

 

Sinto-me bem aqui a divagar

Perdida nos meus pensamentos

Abraçada pela leveza do ar

Isolada da confusão, dos tormentos.

 

Os teus penedos falam

A língua que eu conheço,

Onde de mim sei tudo

E do resto me esqueço.

 

NAVE, minha SERRA!

De todas a mais bela

És o paraíso na terra

Pintado por Deus numa tela. 

 

 

Arminda Calhau

 

 

 

publicado por naveserra às 11:28

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Só a Natureza é Divina, e Ela não é Divina...

Só a natureza é divina, e ela não é divina...
Se falo dela como de um ente
É que para falar dela preciso usar da linguagem dos
homens
Que dá personalidade às cousas,
E impõe nome às cousas.
Mas as cousas não têm nome nem personalidade:
Existem, e o céu é grande a terra larga,
E o nosso coração do tamanho de um punho fechado...
Bendito seja eu por tudo quanto sei.
Gozo tudo isso como quem sabe que há o sol.

Alberto Caeiro, in "O Guardador de Rebanhos - Poema XXVII"
Heterónimo de Fernando Pessoa

 

publicado por naveserra às 11:13

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Quando está frio...

 

Quando Está Frio no Tempo do Frio

Quando está frio no tempo do frio, para mim é como se estivesse agradável,
Porque para o meu ser adequado à existência das cousas
O natural é o agradável só por ser natural.

Aceito as dificuldades da vida porque são o destino,
Como aceito o frio excessivo no alto do Inverno —
Calmamente, sem me queixar, como quem meramente aceita,
E encontra uma alegria no fato de aceitar —
No fato sublimemente científico e difícil de aceitar o natural inevitável.

Que são para mim as doenças que tenho e o mal que me acontece
Senão o Inverno da minha pessoa e da minha vida?
O Inverno irregular, cujas leis de aparecimento desconheço,
Mas que existe para mim em virtude da mesma fatalidade sublime,
Da mesma inevitável exterioridade a mim,
Que o calor da terra no alto do Verão
E o frio da terra no cimo do Inverno.

Aceito por personalidade.
Nasci sujeito como os outros a erros e a defeitos,
Mas nunca ao erro de querer compreender demais,
Nunca ao erro de querer compreender só corri a inteligência,
Nunca ao defeito de exigir do Mundo
Que fosse qualquer cousa que não fosse o Mundo.

Alberto Caeiro, in "Poemas Inconjuntos"
Heterónimo de Fernando Pessoa

 

 

publicado por naveserra às 11:06

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Quarta-feira, 15 de Julho de 2009

A Natureza criou os prazeres, o homem criou os excessos...

 

 

 

 

 

publicado por naveserra às 18:25

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