Quarta-feira, 8 de Julho de 2009

A Serra

 

Acerca da Serra da Nave pelo Cónego Manuel Fonseca da Gama em “Terras do Alto Paiva”

 

 (…) “A Serra é agreste, primitiva, mas tem carácter, sem dúvida. Comprazes-te em pintar-lhe as virtudes e encantos sem sombras, e não serei eu que te acoime de parcial. As tintas escuras são para o novelista e tens razão. De-certo que eu, ao chamar-lhe Terras do Demo, não quis designá-las por terras do pecado, porque o pecado seja ali mais grado ou revista aspecto especial que não tenha algures. Nada disso. A Serra é portuguesa no bem e no mal. Chamei-lhe assim porque a vida ali é dura, pobrinha, castigada pelo meio natural, sobrecarregada pelo fisco mercê de antigos e inconsiderados erros e abusos, porque em poucas terras como esta é sensível o fadário da existência. Só por isto”.

 

 

Os “monstros” da Serra da Nave

 

A energia eólica é talvez a “face mais visível” das energias renováveis. Não só por ser a energia renovável que mais se tem desenvolvido nos últimos 10 anos, mas também devido à sua incontornavelmente presença em muitos montes e serras.

 

 

O impacte visual destes equipamentos é, sem dúvida, significativo, o que não quer dizer que seja negativo. As opiniões dividem-se, e vão desde "é bonito" até "é horrível".
Em termos de legislação, a mesma é reduzida ou inexistente quando falamos nas distâncias mínimas a zonas habitadas. Possivelmente apenas ao nível da avaliação dos impactes ambientais poderá existir algumas avaliações neste sentido.
A presença dos aerogeradores veio para ficar, não haja dúvida, tanto porque representam uma alternativa viável à produção de energia eléctrica por meios convencionais, como por ser um bom investimento, pelo menos para já, para promotores, proprietários dos terrenos e ainda para o poder local.
 
Vantagens da energia eólica
 
É uma fonte de energia segura e renovável;
Não emite gases poluentes nem gera resíduos;
Diminui a emissão de gases de efeito de estufa (GEE);
As suas instalações são móveis, e quando retirada, pode-se refazer toda a área utilizada;
Tempo rápido de construção (menos de 6 meses);
Recurso autónomo e económico;
Cria-se mais emprego.
 
Desvantagens da energia eólica
 
Impacte visual: sua instalação gera uma grande modificação da paisagem;
Impacte sobre as aves do local: principalmente pelo choque delas nas pás, efeitos desconhecidos sobre a modificação de seus comportamentos habituais de migração;
Impacte sonoro.
 
Giestas de cores vivas: Giesta-amarela
 
A giesta (Cytisus striatus) é uma planta arbustiva de 1 a 3 metros de altura, com ramos abundantes, estriados e flexíveis. Folhas constituídas por três folículos que aparecem na base dos ramos e caiem rapidamente. Flores solitárias nas axilas das folhas, com cálice em forma de campânula, cinco pétalas, amarelas, de grande tamanho. O fruto é uma vagem completamente coberta de pelos acinzentados e arredondada, com até 3,5 cm de comprimento.
É nativa de Portugal e considerada daninha ou invasiva em muitas regiões. Os ramos são usados com a finalidade de fazer vassouras para varrer o forno (local onde se coze o pão) ou para varrer o chão.

 

 

 

 

 A sua época de floração é de Maio a Junho.

Cultura popular:
No norte de Portugal, é tradição exibir um ramo de giesta no dia 1º de Maio, alegadamente como protecção contra o carrapato (identificado com o demónio ou com o mau-olhado). Por essa razão a planta é também conhecida como maia.
 
Família: Fabaceae
 
Género: Cytisus
 
Espécie: Cytisus striatus (Hill.) Rothm.
 
Nome vulgar: Giesta-das-serras; Giesta-amarela; Giesta-negral.
 
Cristina Casimiro

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por naveserra às 19:59

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