Terça-feira, 9 de Junho de 2009

A Nave Vaidosa

 

Invariavelmente e sem mostrar qualquer sentimento de desânimo ou descontentamento, todos os anos a Nave se veste com roupagens coloridas. Começa por aparecer de um verde prado discreto das herbáceas que dormiram o sono do frio. Tempos depois muda para o roxo sensual da cor das urzes, e finalmente finais de Maio, principio de Junho, apresentasse majestosamente vestida do amarelo das giestas, como se quisesse prestar homenagem ao pai Sol, principal responsável e obreiro de tanta vaidade.  

 

 

Luís Veiga Leitão

 

 Filho do povo criado nas alturas
com pinheirais em torno e um vento cru
rachando a solidão das fragas duras
que nos tratam por tu.
Daí
esta sede saibrosa que nos cresta
(nem sei ó meu irmão como tu medras)
Daí
esta fome surda de giesta
comendo a terra das próprias pedras
Filha dos montes que não tem nome
e pastora de um corpo a ver que o rebanho
do tempo breve come.
Um relâmpago a tua formosura.
 
In Dispersas

 

publicado por naveserra às 16:33

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