Segunda-feira, 30 de Novembro de 2009

Construção do Parque Eólico Douro Sul continua envolta em polémica

 

FAPAS e Os Verdes associam-se à queixa da Quercus

O FAPAS – Fundo para a Protecção dos Animais Selvagens associou-se à queixa que a Quercus apresentou à União Europeia, junto da sua representação em Lisboa, contra a construção do Parque Eólico Douro Sul, nos concelhos de Moimenta da Beira e Sernancelhe. Esta organização não governamental, sedeada no Porto, foi constituída em 1990 e integra elementos com longa experiência no domínio da conservação da natureza. Vocacionada para a promoção de acções que visam a protecção e recuperação da fauna e flora selvagens, o FAPAS constitui uma voz credível e acutilante na defesa do ambiente em Portugal. A sua associação à queixa da Quercus vem reforçar a posição das associações ambientalistas em relação à construção do parque eólico e ao seu impacto na preservação do lobo ibérico. O FAPAS comunga da opinião da Quercus e sustenta que a construção do parque poderá conduzir à extinção do Lobo-ibérico a sul do Douro.

A juntar-se às associações ambientalistas, também o Grupo Parlamentar Os Verdes veio pedir satisfações ao Governo sobre a construção do parque. O deputado José Luís Ferreira já entregou na Assembleia da República um documento em que solicita ser esclarecido, através do Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território, sobre a futura instalação do Parque Eólico neste local, caracterizado por ser território de distribuição do Lobo-ibérico, incluído zonas de reprodução e refúgio. Na sua pergunta ao Governo, o deputado recorda que o Lobo-ibérico é uma espécie protegida, prioritária para a conservação segundo a Directiva Habitats e considerada ameaçada, em perigo de extinção e em declínio, especialmente devido à sua perseguição directa, o extermínio das suas presas selvagens e a fragmentação e destruição dos seus habitats. Sendo assim, aquele grupo parlamentar quer saber «que razão levou a Secretaria de Estado do Ambiente a emitir uma DIA [Declaração de Impacto Ambiental] favorável à instalação de um Parque Eólico que tinha diversos pareceres negativos, relacionados com a localização e dimensão do parque eólico e respectiva linha eléctrica, incluindo o do ICNB [Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade], o qual admite que a construção deste parque pode iniciar «de forma irreversível» o processo de extinção do lobo a sul do Douro». Mais quer saber se «foram estudadas medidas alternativas à localização do referido parque», que «medidas minimizatórias de impactos serão adoptadas» e se estas conseguirão «impedir o processo de extinção irreversível do lobo a sul do Douro». O deputado quer também esclarecimentos acerca na inexistência de um «Plano Nacional que defina os locais, os critérios e as prioridades de instalação de parques eólicos no território nacional», que permitiria «compatibilizar o património natural insubstituível com a energia eólica».

A construção do Parque Eólico Douro Sul é cada vez mais contestada, a nível nacional.

MJS

publicado por naveserra às 10:52

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